Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens

Encontro para as famílias!

Venha participar conosco!

Local: Sede da CCAP, situada à rua Suíça, n 890, Vila Manoel Sátiro, Fortaleza-CE.

Seminário de Vida no Espírito Santo



Toda sexta-feira na CCAP: Seminário de Vida no Espírito 

Santo com o tema: "Tocando a alma para curar o corpo"(Mc 1, 

40-42) às 19:30h na sede da CCAP situado à Rua Suíça, nº 


890, Vila Manoel Sátiro, Fortaleza-Ce. 


Esperamos por vc!




RENOVAR 2012


Aproxima-se mais uma vez o Renovar 2012, que já algum tempo vem sendo preparado, orado e amado por todo o povo carismático.
Neste ano temos como tema “O Senhor é meu pastor e nada me faltará” Sl 22,1, o mesmo tema é partilhado em todo o território nacional vivenciando assim a unidade do movimento. Nestes dias 18 a 21 de fevereiro vivenciaremos momentos muito profundos que contemplam a alegria de adorar, louvar, confessar e sermos curados.
É momento também em que muitos tem o seu primeiro contato direto com Deus, momento onde a fé e os carismas vem direcionadas pela ação do Espirito Santo.
Em nossa comunidade o evento acontecerá na Paróquia Nossa Senhora das Graças – Vila Manoel Sátiro, no dia 18/02 o evento se iniciará com a santa missa a partir das 19:00h e nos dias 19, 20 e 21/02 a partir das 13:00h.
Venha conosco participar de um carnaval diferente e de uma festa que não acaba na quarta feira de cinzas!


Queremos Deus 2012



O “Queremos Deus” já faz parte da tradição dos católicos de Fortaleza durante esse período pré-carnavalesco da cidade. Há mais de 20 anos é um ato de fé que costuma reunir uma multidão de cristãos todos os anos na capital cearense no puro desejo de estarem mais perto do sagrado.

Em 2012 o evento chega a sua 23º edição que está programado para acontecer no dia 05 de Fevereiro a partir das 14h no Condomínio Espiritual Uirapuru, mais conhecido por CEU localizado na Av Alberto Craveiro 2222 no Castelão tendo como principal pregador Hamilton Apolinário fundador da Comunidade Católica Boa Nova, de Pernambuco.

Com o tema “…Se creres verás a glória de Deus”, (Jo 11,40), a eventualidade será organizada pela Família Carismática, que envolve grupos de oração, Renovação Carismática, novas comunidades e diversos outros movimentos da Igreja Católica.

Atrações:

Dentre as atrações deste ano, o “Queremos Deus 2012” terá as presenças da irmã Kelly Patrícia que já faz parte desta tradição há vários anos, da cantora Suely Façanha, da Comunidade Shalom, a banda Dom Maior e a dupla Ítalo e Reno que na ocasião estará lançando seu novo CD durante o evento.  Além da tão aguardada presença do padre Antônio Furtado que celebrará o terço da misericórdia.

Coordenação:

A frente deste projeto tão grandiosa que é o Queremos Deus está Paulo Mindêllo um dos membros da Renovação Carismática Católica e integrante da Comunidade Face de Cristo, desde 1982, sempre com uma participação ativa nas Pastorais da Igreja. Assim como aconteceu em 2010 quanto também estava à frente do evento, Mindêllo dará a palavra inicial de acolhida.

Ingressos:
Os ingressos estarão à venda nas lojas Bethseth e custará o valor simbólico de apenas R$ 1,00. As entradas também estarão à venda no dia do evento.

Abaixo segue o vídeo do VT  do Queremos Deus 2012:

AINDA DÁ TEMPO DE PREPARAR O SEU NATAL

Você deve estar pensando: "Meu Deus, como passou rápido o ano, já estamos de novo no Natal! Gente, eu nem vi o ano passar! Parece que os anos estão passando mais rapidamente...". Bom, se o Natal deste ano o pegou nessa situação, certamente é porque você não encontrou tempo para se preparar para ele. Então, que tal começar agora, mesmo em cima da hora, não deixando que este ano seja somente mais um ano? Pelo tempo dedicado à preparação podemos imaginar a consideração e a importância de um acontecimento.
Se você deixa tudo para a última hora e sempre confia que no final dá tempo de improvisar e dar um jeitinho nas coisas, isso mostra que tudo o que vem pela frente tem pouca importância para você – do jeito que as coisas saírem, está bem! O contrário também é válido. Se você se prepara, com antecedência, tudo bem planejado com sentido correto e na expectativa de bem celebrar, esse acontecimento realmente é para você um fato de muita importância.
O tempo que gastamos na preparação anuncia a importância do acontecimento para nós. Por isso, vive bem o Natal quem se prepara para ele. Mas, como me preparar para o Natal? Será que é fazendo as minhas compras, escolhendo bem as roupas e presentes? Antes de tudo isso, você precisa descobrir que o Natal verdadeiro acontece de "dentro para fora". Todas as celebrações e manifestações de carinho são demonstrações externas de um Natal bem celebrado no coração. Isso significa deixar que, por primeiro, o Menino Deus nasça em seu coração. O lugar onde acontece o Natal é no seu coração e não nas vitrines das lojas.
Mas será que isso dói? Não, pode ficar tranquilo. O que sempre acontece com quem deixa o Natal ocorrer dentro de si são mudanças positivas e o amadurecimento da própria fé. Experimente, neste ano, oferecer-se ao Senhor, como o presépio do ano de 2010, dando a Ele toda a liberdade de nascer em você. Isso certamente mudará sua vida. É muito simples e, talvez, por isso, nós adultos tenhamos tanta dificuldade de cultivar em nós a alegria natalina. Nós gostamos de complicar todas as coisas e o Natal é muito simples. Tão simples que se nós não nos prepararmos, deixaremos passar despercebida a graça de ser visitados pelo nosso bom Deus.
Prepare-se e experimente! O Natal de quem acolhe o Menino Jesus é sempre um novo Natal. Deixa marcas e lembranças maravilhosas. Acontece quando a Sagrada Família encontra um coração para ficar e fazer aí sua morada. A Luz se faz presente, os anjos cantam “Glória a Deus nas Alturas...” e você se torna para os outros um presépio vivo, sendo na sua própria vida uma testemunha do nascimento de Cristo Jesus. Aí tem sentido trocar presentes e abraços, pois assim o Menino Jesus está no centro desse tempo maravilhoso.

Tenha um Feliz Natal! Isso só depende de você! Prepare-se, será inesquecível!
Padre Fabrício Andrade
Comunidade Canção Nova
Fonte: www.cancaonova.com

AMIGOS DE DEUS - TEMA 2: A ORAÇÃO

1. SEGUNDO A BÍBLIA O QUE DEUS NOS FALA SOBRE A ORAÇÃO?

Na perspectiva do Antigo Testamento, segundo o Catecismo da Igreja, a
oração é vista, nas primeiras passagens bíblicas, como um modo concreto e bonito de
relacionamento com Deus que se mostra mediante a apresentação de oferendas a Deus, ou pela
invocação do nome de Deus, ou ainda como uma caminhada com Deus. À luz dos relatos
bíblicos, que nos narram diversas experiências espirituais dos grandes homens de Deus,
encontraremos várias noções que nos levam a entender o que seja a oração. No chamamento de

Abraão e na sua resposta a Deus, a oração se expressa como uma escuta atenta e silenciosa do
coração à voz de Deus e como uma resposta concreta na obediência a Ele, (obediência significa
em latim, ouvir com atenção), buscando realizar a vontade de Deus, por meio de ações
concretas, e que por sua vez requer como fundamento único o dom da fé na fidelidade de Deus.

“A oração restaura o homem a semelhança de Deus e o faz participar do poder do amor de Deus
que salva a multidão”. Na experiência de Jacó a oração pode ser definida como o combate da fé
e como a vitória da perseverança. Na profunda experiência de Moisés a oração revela sua
dimensão de intercessão, de diálogo com Deus, que por primeiro vem ao seu encontro,
revelando sua mais bela face, a da contemplação, pois Moisés falava com Deus face a face.

Neste âmbito a oração se apresenta como um encontro íntimo com Deus. Por sua vez em Davi a
oração adquire um rosto novo, de louvor e ação de graças, expressando sua adesão fiel, sua
confiança e alegria no Senhor. Já na experiência espiritual dos Profetas a oração é revelada
como uma escuta e fidelidade a Palavra de Deus, que impulsiona as específicas missões de falar
em nome de Deus. E os salmos são a própria Palavra de Deus que se faz oração, pessoal e
comunitária, ensinando-nos a orar sempre, em todas as circunstâncias da vida, se caracterizando
pela simplicidade e espontaneidade num contínuo desejo de Deus, aqui a oração reflete a
vivência da fé nos diversos acontecimentos da nossa vida.

Na perspectiva do Novo Testamento, com a manifestação do Filho de Deus, a
oração encontra sua plena revelação em Jesus, que reza com seu coração humano, sendo um
coração de Filho. Desse modo a oração possui uma novidade: a oração se manifesta como
oração filial, como um encontro com o Pai. Jesus sendo um homem de oração nos mostra toda a
força da oração, e sua importância na vida humana e nos seus momentos decisivos
configurando-se segundo o testemunho de Jesus: como uma entrega humilde e confiante a
vontade amorosa do Pai, como uma adesão amorosa do coração ao mistério da vontade do Pai,
como uma ação de graças, que deve vir por primeiro.

Nos Evangelhos Jesus deixa seu ensinamento sobre a oração, que deve ser
assim compreendida: como um encontro filial com o Pai, movido pelo Espírito Santo, que nasce
de um coração humilde e reconciliado com todos, fruto de uma fé viva, e em constante vigilância. A oração, em sua própria essência, requer algumas propriedades: primeiro a
persistência; depois a paciência e por fim a humildade. A grande novidade que Jesus nos traz,
mediante a sua encarnação, é esta: a oração dos discípulos deve ser feita, “em seu Nome”, pois
Ele é o caminho, a verdade e a vida, nosso Intercessor diante do Pai. E por fim no Magnificat
aprendemos de Maria qual a finalidade última da oração cristã: a união com Deus, nossa
comunhão com Ele, “ser todo dele porque Ele é todo nosso”.

2. COMO PREPARAR PARA A ORAÇÃO?

Para uma boa oração necessitamos estar atentos para algumas condições
prévias que nos ajudam a viver a oração como uma experiência de encontro com Deus, ou seja,
para uma oração profunda e verdadeira necessitamos de uma preparação, que servirá de apoio e
ajuda para que a oração flua em intimidade e profundidade.

a. Disposição interior: vai-se para a oração não apenas para cumprir um dever ou para encarar
algo difícil ou inútil, mas para dialogar com o Pai, para um encontro de amor, procurando
ouvir o Espírito Santo e aprender com Ele; por isso a primeira exigência é entrar num clima
de oração, com um coração que tenha desejo de Deus e de sua Palavra.

b. Escolher um bom lugar, onde possa rezar melhor, que ajude a viver o clima de oração:
assim como Jesus se retirava para lugares específicos como o deserto, a montanha, também
nós precisamos ficar a sós com Deus, e o lugar deve ser propício para isso.

c. Tempo: É indispensável se preparar para a oração definindo um horário do dia que seja
mais favorável a sua oração, fixando um tempo determinado para isso, e procurando ser fiel
a Ele, pois Jesus se levantava de madrugada para rezar, e passava mesmo a noite inteira em
oração ( Lc 6, 12; Mc 1, 35 ).

d. Posição do corpo: Encontrar a uma boa posição física, o que não significa a mais cômoda,
que facilite a concentração e possibilite que a oração flua com naturalidade, evitando assim
que se perca o foco e o ritmo da oração.
e. Serenidade Interior: Quando se está agitado emocionalmente e com um coração inquieto e
perturbado a oração encontrará maior dificuldade de acontecer com fluidez e profundidade,
por isso se requer dispor o coração na paz, acalmar as paixões, esvaziar-se das preocupações
da vida, entregando-se pela fé ao Senhor Jesus e clamando a graça do Espírito Santo para o
apaziguamento do coração.

f. Silêncio Exterior: Em meio a tanto barulho, que muitas vezes independe de nossa vontade,
sendo externo a nós, requer uma capacidade interior de desligar-se, evitando prestar atenção
ao barulho, não se incomodando com ele, mudando o foco de sua atenção para o que se está
disposto a vivenciar naquele momento da oração, como nos diz frei Clodovis : o ruído já não
mais incomoda por dentro, embora persista por fora.

g. Silêncio Interior: Aqui se deve buscar o recolhimento, como encontro consigo mesmo,
visando voltar-se para si mesmo, livrando-se do que possa tirar o foco do diálogo com Deus,
não mais daquilo que é exterior, mas agora das agitações interiores. “Pois como Deus poderá
preencher seu coração com sua presença, se você está entulhado de tantas coisas”. Só uma
mente recolhida e tranqüila dialoga com Deus, assim é preciso esvaziar a cabeça,
tranqüilizar o coração, focar-se em Deus.

h. Dar-se conta do valor e da importância da Oração: Eis um princípio básico para começar
e perseverar na oração, reconhecendo que isto é fundamental para minha vida, assim como o
ar que eu respiro. Não se faz aquilo que não se julga importante. Por isso devo antes de tudo
tomar consciência daquilo que vou fazer quando estou a orar: vou realizar para um encontro
de fé com o Pai, que me atrai ao seu amor, mesmo quando eu não venho a sentir esse amor,
mas poderei perceber que isso é verdade; e que o mais importante é: unir-me a Deus, pois
esta é a finalidade da oração, independente se sinto sua presença ou não.

i. Pedir a presença do Espírito Santo: Esta exigência é peculiar a longa tradição da Igreja,
uma vez que o Espírito é o doce hóspede da alma e o nosso Mestre Interior, somente sob sua
moção podemos viver bem nossa oração pessoal, sendo por ele iluminado neste desejo de
profunda união com nosso Salvador e Senhor Jesus Cristo.

3. QUAIS OS BENEFÍCIOS E EFEITOS DA ORAÇÃO?

A oração pessoal possibilita aquele que reza com fé e com perseverança, pois
neste assunto não há imediatismo nem mágicas, e para tanto requer persistência e fidelidade,
angariar no âmbito humano, como nos ensina frei Clodovis, quem reza e medita adquire uma
identidade mais sólida. Ganha em auto-realização, vê mais sentido nas coisas, percebe mais
encanto em seu mundo, sente-se mais cheio de serenidade, equilíbrio e felicidade interior, cresce
sua sensibilidade aos valores profundos da vida, e mais ainda, a oração ajuda a recuperar a
saúde, protege contra a perda da harmonia interior, propiciando autocontrole e serenidade do
coração, e permite enfrentar os problemas da vida com melhores chances de sucesso.

Por sua vez no âmbito espiritual a oração gera uma confiança filial em Deus,
de quem tudo recebemos, nos impulsiona a uma fé mais viva, ao mesmo tempo que dela
procede, fortalece nossa vontade na busca pela santidade de vida, nos leva a uma experiência
mais profunda do amor de Deus, faz iniciar em nós um processo contínuo de cura interior, assim
como vai sedimentando em nosso coração as virtudes cristãs, e opera a libertação interior dos
vícios e de seu enraizamento em nossas estruturas humanas. Uma vez que não podemos dizer

Jesus é o Senhor senão pela moção do Espírito Santo, como nos ensina o Catecismo: “cada vez
que começamos a orar a Jesus é o Espírito Santo que, por sua graça preveniente, nos atrai ao
caminho da oração”, assim sendo, o Espírito Santo é o nosso Mestre interior que move nossa
oração, que derramado aumenta em nós os seus dons. E desejamos acrescentar o fruto por
excelência da oração cristã que nos faz experienciar a graça da salvação que Jesus veio trazer a
todos os que nEle crer, pois quem nele crê possui a vida eterna.

4. QUAIS OS PREJUÍZOS QUANDO NÃO SE TEM A ORAÇÃO PESSOAL?

Por conseguinte aquele que não reza se priva de todos esses benefícios
espirituais e humanos. Uma vez que a oração nos leva a um encontro com Deus e consigo
mesmo, quem não encontra a Deus também acaba por perder a si mesmo. A falta de oração
deixa o coração fragilizado diante das angústias e problemas da vida. No livro de Jó temos um
testemunho de como a oração é fonte de fortaleza da alma e de firmeza da fé diante das diversas
tragédias que podem acontecer nesta vida. Sem a oração o homem perde o sentido maior desta
vida, e de sua transcendência na direção de Deus. Uma vez que orar é sempre possível, aquele
que não reza perde a oportunidade de direcionar sua vida e os acontecimentos a sua volta,
mesmo os mais trágicos, para Deus e nEle viver a dimensão da aceitação, mesmo quando não é
possível compreende-los. A falta de oração enfraquece a alma humana, e a pessoa que deixa de
rezar se torna mais sujeita a perder o auto-domínio de si mesmo e de seus impulsos, assim quem
não ora se torna mais propenso ao pecado. É muito clara a exortação do Catecismo nº. 2774: “Se
não nos deixarmos levar pelo Espírito, cairemos de novo na escravidão do pecado”. Aquele que
não possui uma vida de oração pessoal certamente se torna mais aberto às seduções desse
mundo e às tentações do mal. Como nos diz Santo Afonso Maria de Ligório: “Quem reza
certamente se salva; quem não reza certamente se condena”. E São João Crisóstomo nos ensina
algo similar: “É impossível que caia em pecado o homem que reza”, o que equivale a dizer que
quem não reza facilmente acabará pecando.

5. COMO DEVE SER A ORAÇÃO PESSOAL?

A oração pessoal deve antes de tudo ser pessoal, onde cada pessoa encontrará
seu próprio caminho na oração sendo guiado pelo Espírito Santo e norteado pelos ensinamentos
profundos que a Igreja nos deixou em sua riquíssima Tradição, a partir das diversas experiências
dos grandes santos e santas da Igreja. Cada um deve encontrar seu método de Oração Pessoal, e
a forma de oração pelo qual vai se identificando, passando pela Oração Vocal, de louvor e de
intercessão, adentrando nos esquemas místicos da meditação e da contemplação, como oração
mental, e perpassando pela Lectio Divina, leitura orante da Bíblia, ou pela Oração dos Salmos,
Liturgia das Horas, ou ainda pela Oração do Santo Terço, como devoção mariana, ou passando
pela invocação do nome de Jesus, mediante diversas jaculatórias, sendo que todas elas devem
convergir para o sentido último de nossa vida: a adoração.

O importante é encontrar-se naquela forma de oração que mais o identifica
com sua realidade existencial e com seus desejos espirituais de encontro com Deus; assim como
deve se priorizar antes de tudo a fidelidade à oração pessoal, na busca da união com Deus, e não
simplesmente de sentir a Deus, pois sentir Deus não depende de nós, isto é graça, dom gratuito,
que Deus concede a quem quiser e quando desejar, mas o buscar a Deus, isso depende da minha
vontade. “Contudo o sentir Deus não é ainda o principal na vida espiritual. O principal está em
querer a Deus por si mesmo. Pois o sentir Deus não está sempre ao nosso alcance, enquanto o
querer Deus sim”, nos alerta frei Clodovis.

A oração pessoal deve concretizar o pedido de Jesus: “Orai sem cessar”, em
todas as circunstâncias da vida, o que equivale a dizer que todas as circunstâncias, todos os
acontecimentos são meios pelos quais podemos fazê-los oração, aqui vida e oração se
encontram, ambas se cruzam, a vida se faz oração, e oração se faz nossa vida. Adorar a Deus em
espírito e em verdade, este é o ideal proposto por Jesus. Comentando esta passagem Monsenhor
Jonas Abib ensinava que esta adoração a Deus dever ser feita no Espírito, que clama em nós
Abba Pai, e em verdade, na verdade de nossa vida, com tudo aquilo que estamos passando em
nossa realidade existencial e espiritual, do contrário nossa oração corre o risco de ser mentirosa.

A oração pessoal deve ser fruto do nosso amor a Deus, pois onde o não há
amor tudo se torna insignificante, já nos dizia Santa Terezinha: Nada é pequeno onde o amor é
grande, como também deve ser expressão de um compromisso de vida, algo de fato vital para
nós, sem a qual a vida perde sentido, uma vez que sem esse comprometimento com Deus e
fidelidade perseverante à oração pessoal corremos o risco de um não progredir na fé, de
paralisar nosso crescimento espiritual, e assim não chegarmos à plena estatura do Cristo, como
meta de toda vida cristã, segundo nos propõe São Paulo.

Pe. Luiz Fernando
Reitor do Seminário Cristo Ressuscitado – Curitiba – Pr.

Fonte: Apostila Projeto Amigos de Deus - disponivel para download  no site da RCC Nacional

AMIGOS DE DEUS - TEMA 1: ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

1.1. O QUE A IGREJA FALA SOBRE A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?


A Igreja nos ensina que “A reserva do Corpo de Cristo para a Comunhão dos enfermos criou entre
os fiéis o louvável costume de se recolherem em oração para adorar Cristo realmente presente no
Sacramento conservado no sacrário. Recomendada pela Igreja aos Pastores e fiéis, a adoração do
Santíssimo é uma alta expressão da relação existente entre a celebração do sacrifício do Senhor e a
sua presença permanente na Hóstia Consagrada”(cf. De sacra Communione, 79-100; Ecclesia de
Eucharistia, 25; Mysterium fidei; Redemptionis Sacramentum, 129-141). Sobre este ponto assim se
expressa o Romano Pontífice em sua Exortação Apostólica Pós-sinodal, Sacramentum Caritatis, nº
66: “De fato, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se conosco; a
adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si
mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude
de adoração d'Aquele que comungamos. Precisamente assim, e somente assim, é que nos tornamos
um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O ato
de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração
litúrgica. Com efeito, “somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro.
Precisamente neste ato pessoal de encontro com o Senhor amadurece depois também a missão
social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras, não apenas entre o Senhor e
nós mesmos, mas também, e sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros”. Portanto,
“O permanecer em oração diante do Senhor vivo e verdadeiro no santo Sacramento amadurece
nossa união com ele: dispõe-nos para a frutuosa celebração da Eucaristia e prolonga as atitudes de
culto por ela suscitadas”(Ano da Eucaristia. Nº 13 - 15 de Outubro de 2004)

1.2. SEGUNDO A BÍBLIA O QUE DEUS NOS FALA SOBRE A ADORAÇÃO AO
SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Na Bíblia não vamos encontrar literalmente a expressão: “adoração ao Santíssimo Sacramento”.
Mas, na verdade, o que é o Santíssimo Sacramento? É Deus presente no meio do seu povo. É Jesus
atuando na história. Portanto, vamos encontrar na Bíblia diversos textos que nos sugerem adoração
a Deus. De fato, somente a Deus devemos adorar. Adorar a Deus é o máximo que podemos fazer
enquanto passamos pelos caminhos da existência terrestre. Nossa primeira atitude como criaturas
diante do Criador é, sem dúvida, a adoração. Pela adoração exaltamos a grandeza do Senhor que
nos fez e a onipotência do Salvador que nos liberta do mal. A adoração do Deus três vezes santo e
sumamente amável nos enche de humildade e dá garantia a nossas súplicas. No Antigo Testamento
podemos ler freqüentes vezes expressões como estas: “Todo o povo se prostrou com o rosto em
terra para adorar e bendizer no céu aquele que os havia conduzido ao triunfo”(1Mac 4, 55). “Assim
vos bendirei em toda a minha vida, com minhas mãos erguidas vosso nome adorarei”(Sl 62, 5). “É
somente a vós, Senhor, que devemos adorar”(Br 6, 5). “Prostrando-se diante dele, o adoraram”(Mt
2, 11). “...os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses
adoradores que o Pai deseja”( Jo 4, 23). Quando nos prostramos em adoração a Jesus no Santíssimo
Sacramento, somos muito mais felizes que Abraão, Moisés, Davi, os Profetas... Sem dúvida, eles
adoraram a Deus Santíssimo, ou como é comum na Bíblia, ao Deus três vezes Santo, ou ao Santo,
Santo, Santo, o Senhor Deus do universo. Mas como nos diz a Palavra em Hb 11, 13, eles
“morreram firmes na fé. Não chegaram a desfrutar a realização da promessa, mas puderam vê-la e
saudá-la de longe e se declararam estrangeiros e peregrinos na terra que habitavam”. Nós, porém,
somos privilegiados. Diante do Santíssimo Sacramento, nossa experiência se identifica com a
experiência dos Apóstolos, pois estamos diante de Jesus vivo e operante. No silêncio, ele nos ensina
como Mestre. Encerrado no Sacrário ele nos dá a liberdade, escondido na Hóstia Consagrada ele
nos revela a glória de Deus Pai e o poder do Espírito Santo. Assim como no deserto o Senhor Deus
libertou seu povo da escravidão do Egito, no Santíssimo Sacramento o Senhor Jesus nos liberta de
nossa aridez espiritual, de nosso egocentrismo, de nossos vãos desejos. Ele nos liberta da escravidão
do pecado e nos conduz à vida da graça. Ele nos aproxima do Pai celestial e de todos os irmãos e
irmãs, faz-nos crescer em comunhão, torna-nos solidários com os mais carentes e nos abre o
coração para acolhermos a vontade de Deus. No Santíssimo Sacramento, Jesus é nosso refúgio e
nossa segurança, nossa paz, nosso caminho, nossa vida e nossa verdade. Ali no tabernáculo Jesus
nos aponta para o Tabernáculo eterno.

1.3. COMO PREPARAR-SE PARA PRATICAR A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO
SACRAMENTO?
É recomendável, para um aproveitamento mais eficaz da devoção eucarística, que os adoradores
estejam em estado de graça, ou seja, que pratiquem a confissão sacramental com mais freqüência,
busquem viver uma vida digna, sejam testemunhas fiéis, sejam assíduos à leitura orante da Bíblia,
especialmente que conheçam os Santos Evangelhos como também tenham sempre mais interesse
pelo estudo da doutrina católica, sobretudo pelo que a Igreja ensina através de seu Catecismo e de
seus documentos. Reconhecendo Jesus na Eucaristia, precisamos também reconhecê-lo entre nós,
em todas as pessoas e especialmente na pessoa dos mais sofredores.

1.4. COMO FAZER A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Segundo a tradição da Igreja, exprime-se de diversas modalidades:
– a simples visita ao Santíssimo Sacramento, conservado no Sacrário: breve encontro com Cristo,
sugerido pela fé na sua presença e caracterizado pela oração silenciosa;
– a adoração diante do Santíssimo Sacramento exposto, segundo as normas litúrgicas, na custódia
ou na píxide, de forma prolongada ou breve;
– a adoração perpétua, a das Quarenta Horas ou noutras formas, que empenham toda a comunidade
religiosa, uma associação eucarística ou uma comunidade paroquial, e que são ocasião de
numerosas expressões de piedade eucarística (cf. Diretório, 165).
- cada um de nós tem sua criatividade; são inúmeras as formas que nos ajudarão a adorar profunda e
respeitosamente a Jesus Eucarístico; diversos são os instrumentos que podemos usar para nos
ajudarem a rezar com eficácia diante do Santíssimo; temos a Bíblia, especialmente os Salmos, o
rosário é um valioso e eficaz instrumento para nossa adoração, existe ainda uma infinidade de livros
de orações; mas nunca nos esqueçamos de que se faz muito importante o silêncio; a oração
silenciosa e contemplativa é de um valor sem medida; precisamos resgatar o silêncio em nossas
adorações eucarísticas; nós precisamos aprender a cultivar o silêncio que nos leva às profundezas do
ser, onde podemos realmente ter um encontro alegre e salvífico com o Senhor.

1.5. QUAIS OS BENEFÍCIOS E EFEITOS DA ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO
SACRAMENTO?

Adorar Jesus no Santíssimo Sacramento, além de nos encher de alegria, também sentimos
amadurecer nossa união com Ele; somos mais livremente conduzidos à celebração da Eucaristia e
saudavelmente crescemos no amor a Deus e ao próximo. Em outras palavras, essa relação pessoal
com o Senhor favorece um contínuo crescimento na fé e prolonga a graça do Sacrifício Eucarístico
celebrado especialmente no Domingo(Dies Domini). A Eucaristia estimula à conversão e purifica o
coração. Reaviva nosso coração e nos impulsiona à celebração da Missa Dominical. O ato de adorar
Jesus no Santíssimo Sacramento nos aproxima de Deus Pai, abre nosso coração para a ação do
Espírito Santo, faz arder nosso coração quando lemos as Escrituras, especialmente os Santos
Evangelhos, impulsiona-nos para irmos ao encontro dos irmãos, especialmente os mais
necessitados, firma-nos como discípulos e nos faz ardorosos missionários. Nosso “encontro com o
Senhor, presente na Eucaristia, amadurece também a missão social, que está encerrada na Eucaristia
e deseja romper as barreiras não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas também e, sobretudo, as
barreiras que nos separam uns dos outros”(Bento XVI). A adoração ao Santíssimo Sacramento
purifica e alimenta a comunhão entre os esposos; tonifica o ministério dos Pastores da Igreja e a
docilidade dos fiéis ao seu magistério; os enfermos experimentam a comunhão com o sofrimento de
Cristo; todos se sentem motivados a buscar a reconciliação sacramental para poderem comungar
com proveito; a comunhão e a unidade são garantidas entre os múltiplos carismas, funções,
serviços, grupos e movimentos no seio da Igreja; todas as pessoas empenhadas nas diversas
atividades, serviços e associações de uma paróquia, são identificadas por atitudes pautadas pelos
valores do Evangelho e por uma espiritualidade de comunhão; e ainda, a adoração ao Santíssimo
sustenta as relações de paz, de entendimento e de concórdia na cidade terrena, entre todos os seres
humanos. “Prostrando-nos diante da Eucaristia, aprenderemos de maneira certa o que significa
comunhão, cultura do diálogo, vida solidária, serviço aos mais necessitados e respeito à dignidade
humana. Graças à iniciativa do Senhor que quis permanecer conosco podemos aprender dele as
melhores lições.
A busca incessante de muitos homens de hoje em responder às suas grandes perguntas não
pode ser desvinculada da fé que nos faz prostrar diante de Jesus “simples” (DIEGO TALES).

Portanto, “Permaneçamos longamente prostrados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando
com a nossa fé e o nosso amor os descuidos, os esquecimentos e até os ultrajes que nosso Salvador
deve sofrer em tantas partes do mundo” (Mane Nobiscum Domine, n.18). No Documento para o
Ano da Eucaristia, Nº 6, encontramos este salutar ensinamento: “A Eucaristia nos torna santos, e
não pode existir santidade que não esteja encarnada na vida eucarística. “Quem come a minha carne
viverá por mim” (Jo 6, 57).

1.6. QUAIS OS PREJUÍZOS QUANDO NÃO PRATICAMOS A ADORAÇÃO AO
SANTÍSSIMO SACRAMENTO?

Segundo o Papa Bento XVI, “pecaríamos se não adorássemos” o Santíssimo Sacramento. Diante de
Jesus Sacramentado encontramos refúgio, alento, renovação de nossas forças desgastadas pelos
inúmeros trabalhos e preocupações. Se deixarmos de procurar Jesus no Santíssimo Sacramento não
estamos em comunhão com Ele que se entrega totalmente a nós na celebração da Missa. Não
praticar a adoração ao Santíssimo Sacramento pode significar que Jesus não está em primeiro lugar
em nossa vida. E se Ele não ocupa o primeiro lugar em nossa vida, estamos em dificuldades, pois
“sem Ele nada podemos fazer”(Jo 15, 5); sem Jesus deixamos de produzir frutos, ou seja, virtudes,
atos de amor, e se não somos virtuosos ou não praticamos atos de amor, tornamo-nos perigosos para
nós mesmos e para os que conosco convivem. Sem Jesus falamos o que não convém, o que não
edifica; fazemos coisas que impedem nosso crescimento no Reino de Deus e, conseqüentemente,
nossa comunhão com Deus e com os irmãos fica comprometida. Sem adoração a Jesus no
Santíssimo Sacramento perdemos muitas graças, muitas bênçãos; e, ainda, não contribuímos para
que o Reino de Deus cresça, para que os pecadores se convertam, para que a paz, que é fruto da
justiça, reine em nossos corações, em nossos lares, em nossas comunidades, em nossa sociedade e
no mundo. Os prejuízos seriam muitos. Poderíamos identificá-los com o que encontramos em Jo 15,
se não permanecermos unidos a Jesus. E é dEle mesmo que escutamos este apelo “sem mim nada
podeis fazer”(Jo 15, 5).

1.7. QUAL A REGULARIDADE PARA PRATICAR A ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO
SACRAMENTO?

Felizmente não existe limite. Sempre que tenhamos tempo disponível e Igreja ou Oratório por perto,
aproveitemos para fazer uma visita ao Senhor presente no Santíssimo Sacramento. Especialmente
busquemos a Jesus sacramentado antes da Missa Dominical, ou ainda, quando estivermos passando
por uma Igreja ou Oratório, sintamo-nos livres para irmos ao encontro do senhor que alegremente
nos aguarda no Sacrário para nos acolher e derramar sobre nós suas graças, seu carinho e seu amor.

Quanto mais permanecemos ao lado de quem nos ama mais nos sentimos amados. Quanto mais
perto de Jesus no Santíssimo Sacramento, mais nos sentimos amados por ele, e, consequentemente,
mais nos sentimos impelidos a amar nossos semelhantes. Segundo Bento XVI “É bom demorar-se
com Ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predileto(cf. Jo 13, 25), deixar-se tocar pelo
amor infinito do seu coração. Se atualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela «arte
da oração», como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo
espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo
Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela
força, consolação, apoio!”. Sigamos o exemplo de tantos santos e santas que “na Eucaristia
encontraram o alimento para o seu caminho de perfeição. Quantas vezes eles verteram lágrimas de
comoção na experiência de tão grande mistério e viveram indizíveis horas de alegria ‘esponsal’
diante do Sacramento do altar”.(Mane Nobiscum Domine, n.31). Daí que, ainda neste mesmo
Documento, somos assim motivados: “A presença de Jesus no tabernáculo deve constituir como que
um pólo de atração para um número sempre maior de almas apaixonadas por Ele, capazes de ficar
longo tempo escutando a voz e quase que sentindo o palpitar do coração”(Mane Nobiscum Domine,
n. 18). Neste mesmo documento, no nº 30, dirigindo-se especialmente aos consagrados e
consagradas, João Paulo II faz um veemente convite dizendo “Jesus no Sacrário espera por vós
junto d'Ele, para derramar nos vossos corações aquela experiência íntima da sua amizade que é a
única que pode dar sentido e plenitude à vossa vida”. Acolhamos nós também esse amável convite e
não hesitemos em correr ao encontro do Senhor para permanecermos em oração diante d’Ele.
 
Dom Celso Antônio Marchiori

Bispo da Diocese de Apucarana – Pr.
Esse material está disponível para download no site da RCC nacional
 
AGUARDE NOSSA PRÓXIMA POSTAGEM TEMA: A ORAÇÃO...

O QUE JESUS DIRIA PARA MIM HOJE?

Quando lemos os Evangelhos e nos deparamos com as conversas de Jesus com as pessoas, percebemos que cada palavra que Jesus diz muda o rumo de quem conversa com Ele. Quando fala sobre uma vida nova com Nicodemos, quando se revela por inteiro á Samaritana e muitos outros diálogos. Alguns procuraram Jesus para falar, outros, o próprio Jesus puxa pra conversa.
Olhando hoje para sua vida, se você se "aproximasse" de Jesus, o que Ele diria para você?

Vinde após mim, e vos farei pescadores de homens (Mt 4,19)
Eu quero, sê curado (Mt 8,3)
Vai seja-te feito conforme a tua Fé (Mt 8,13)
Por que este medo, gente de pouca fé? (Mt 8,26)
Meu filho, coragem! teus pecados te são perdoados (Mt 9,2b)
Segue-me (Mt 9,9)
Tem confiança minha filha ( Mt 9,22a)
Credes que eu posso fazer isso? (Mt 9,28)
Tudo o que pedires com fé na oração, vós alcançareis (Mt 21,22b)
Vós por fora pareceis justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade (Mt 23, 28)
Vigiai e orai para que não entreis em tentação (Mt 26, 41a)
Não temas, crê somente (Mc 5, 36)
E vós, quem dizeis que eu sou (Mc 8, 29)
Tudo é possível ao que crê (Mc 9,23)
Quem não está comigo, está contra mim (Lc 11, 23)
Que queres que te faça? (Lc 18,41)
Quando vos mandei sem bolsa, sem mochila e sem calçado, faltou-vos porventura alguma coisa? (Lc 22, 25)
Necessário vos é nascer de novo (Jo 3, 7)
Dá-me de beber (Jo 4, 7)
Nem eu te condeno (Jo 8, 11)

E aí? O que Jesus diria para você hoje?
Neste dia, entre em oração, leia a Palavra de Deus,  procure conversar com Aquele que pode mudar seu coração com sua voz e suas palavras...Jesus!

Deus te Abençoe!

OS FRUTOS DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade e Ele é o "Senhor que dá a vida e que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. Foi Ele que falou pelos profetas." O Espírito Santo é o dador de todos os dons e carismas extraordinários; todos os frutos espirituais provêm d'Ele.

O Espírito Santo vem às nossas almas no dia do nosso Baptismo, derramando sobre nós as três virtudes teologais: a Fé, a Esperança e a Caridade. E vem de um modo mais solene no dia em que recebemos o Sacramento do Crisma ou Confirmação, onde recebemos a efusão do Espírito que derrama sobre nós os sete dons: A Sabedoria ou Sapiência, o Entendimento, o Conselho, a Fortaleza, a Ciência, a Piedade e o Temor de Deus.

O Espírito Santo, para além de derramar as sete grandes colunas cristãs, confere ao cristão doze frutos que são: a Caridade, o Gozo, a Paz, a Paciência, a Benignidade, a Bondade, a Longanimidade, a Mansidão, a Fé, a Modéstia, a Continência e a Castidade.

Importa definir em breves palavras, não só os dons mas, fundamentalmente os frutos do Espírito Santo.

- A Caridade é um fruto do Espírito Santo. A caridade é amor e é o maior dos dons, porque ela não desaparece, existe para além da morte. O céu vive no amor: "A fé e a esperança hão-de desaparecer, mas o amor jamais desaparecerá" (1 Cor. 13,8).

- O Gozo ou alegria é caracterizado por aquelas emoções interiores, aquela alegria interior e satisfação espiritual profunda que o Espírito Santo derrama no coração e na alma. A pessoa sente um gozo inexplicável. Não há palavras humanas que possam descrever o gozo que provém do Espírito Santo.

- A Paz de que falamos não tem nada a ver com os motivos ou sensações externas mas é uma paz e suavidade interior, tal como Jesus disse aos Seus apóstolos: "Deixo-vos a paz, dou-vos a Minha paz, não como o mundo a dá mas como Eu a dou" (Jo 14, 27). Jesus é a paz e a suavidade da alma.

- A Paciência suporta as adversidades, as doenças, as contrariedades e perseguições. A paciência é o fruto essencial para que o cristão persevere na sua fé. O cristão paciente dificilmente é demovido da sua fé porque ele suporta tudo com paciência. A alma paciente é mansa e humilde, não se revolta contra o seu Deus mas tudo suporta e aceita.

- A Benignidade é a bondade que vai para além da bondade, isto é, muitas vezes fazemos um bem mas só até certa medida. Porém, a benignidade é a execução desse bem que vai para além do que deveria ser feito.

- A Bondade é fazer o bem, desinteressadamente, às pessoas. A pessoa que o faz tem um bom coração, amando verdadeiramente. A resposta de alguém que ama a sério é: "Eu amo porque amo."

- A Longanimidade é a paciência para além da paciência, é quando alguém continua a ser paciente depois de, tantas e tantas vezes, ter sido posto à prova.

- O homem Manso dificilmente se revolta. A mansidão está sempre associada à humildade e à paciência. Jesus diz, quando se refere a Si mesmo: "Vinde a Mim que Sou manso e humilde de coração que Eu vos aliviarei. Vinde a Mim que o meu jugo é suave e a minha carga é leve. Vinde a Mim todos vós que estais sobrecarregados porque Eu vos aliviarei" (Mt 11, 28-30). Este é um grande convite do Sagrado Coração de Jesus a todos nós. A mansidão é contra a ira e contra o ódio. Assim, devemos procurar ser mansos, imitando o Divino Mestre.

- A Fé, para além de ser o fruto do Espírito Santo é uma das virtudes teologais. A fé é um dom muito importante, sem ela desesperamos e desanimamos ao longo da nossa caminhada, feita de altos e baixos, com muitas dificuldades. Sem a fé, o cristão chega a certa altura, depois de muitas dificuldades desiste e começa a levantar interrogações e deixa de praticar o bem, deixa de ir à Missa e diz: "Afinal, os que não vão à Missa, têm uma vida melhor do que a minha. Então, que me adianta ir à Missa e rezar?". A fé leva o cristão a manter-se firme na sua caminhada mas esta fé tem que ser conservada e protegida. Uma das maneiras é a oração que aumenta e protege a fé. A oração mantém-nos no caminho da fé e no caminho da salvação, por isso é indispensável.

- A Modéstia relaciona-se com o ser discreto. A modéstia é contra a ostentação e a exibição. A modéstia é o pudor que deve acompanhar todo o cristão pois nele habita Deus. Como tal, devemos respeitar o nosso próprio corpo, não o expondo como um mostruário. Alertai aquelas pessoas que se vestem com mini-saias, decotes exagerados, blusas transparentes, calças exageradamente apertadas, apresentando os contornos do corpo. Podemos usar roupas bonitas e arranjadas com o devido pudor e respeito pelo corpo.

- A Continência é um fruto do Espírito Santo. O homem continente sabe equilibrar-se, dominando a sua sexualidade. Sabe guardar-se e proteger-se. A continência é uma grande virtude. Se os homens e as mulheres de hoje possuíssem esta grande virtude, não haveria em muitos lares tanta tristeza, tanto aborrecimento porque todos saberiam manter a castidade e a pureza. A continência é o domínio de si mesmo em relação aos instintos sexuais.

- A Castidade é um fruto que leva o homem ou a mulher a manter a pureza do corpo e, consequentemente, a pureza da alma, não se deixando manchar, caindo em pecados contra o 6º e 9º Mandamentos. O sexto mandamento diz: "Guardai castidade nas palavras e nas obras"; e o nono mandamento diz: "Guardai castidade nos pensamentos e nos desejos."

A castidade não é só protegida quando o homem ou a mulher se abstêm de actos sexuais fora do casamento mas deve ser protegida, evitando que os olhos se fixem em programas indecentes ou imorais, ou se fixem na rua em situações impróprias porque isso leva a maus pensamentos e desejos.

S. Paulo, referindo-se aos esposos, fala da Fidelidade dizendo que aquele que é fiel à sua mulher, conserva a castidade e vice-versa. Por isso, S. Paulo quando se refere à fidelidade quer expressar a castidade também no casamento.

Estes doze frutos do Espírito Santo devem suscitar no cristão o desejo e o esforço de os conquistar. Para isso, deverá pedi-los e suplicá-los ao Espírito Santo porque a quem Lhe pede, Ele os dará. Se não os pedirdes, Ele ficará à espera. Contudo, com as preocupações, o corre-corre e a luta pela vida, muitas vezes esquecemo-nos de valores tão sublimes e elevados.

Fonte: Padre Manoel Sabino, Fundador dos Servos do Bom Pastor
http://www.servosdobompastor.net

O CISCO NO OLHO ALHEIO

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis, e não sereis julgados. 2Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que me¬dirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. Mateus 7,1-5


Não devemos julgar e condenar os outros por muitas razões, entre outras por estas três:

1ª - O julgamento pertence a Deus e não a nós, porque só Deus conhece a fundo o coração do homem. Constituir-se juiz dos outros é uma ousadia irresponsável. O Todo-poderoso aceita-nos e ama todos tal como somos. E olha-nos com amor de Pai que dissimula as faltas dos filhos, aos quais vê através do Seu próprio Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Se anteriormente, ao longo do discurso da montanha, Jesus falou do perdão das ofertas e do amor inclusivamente ao inimigo, para tentar aproximar-nos ao menos um pouco da perfeição de Deus, agora está apontando à imitação da Sua misericórdia. Como diz o livro da Sabedoria, o Altíssimo compadece-se de todos e corrige os que caem para que se convertam e acreditem n’Ele.

2ª - A medida que usarmos com os outros usá-la-ão conosco. Isso não quer dizer que Deus Pai – a quem não se menciona no texto por respeito – nos julgará com a nossa medida injusta e impiedosa. Esse não é o modo do Senhor proceder. Mas certamente quem age assim com os outros expõe-se a um julgamento mais severo para si mesmo.

Deus teria, digamos, duas medidas para o Seu julgamento: uma de justiça, outra de misericórdia. Ele medir-nos-á com aquela que nós utilizarmos com os irmãos. É a mesma lição da parábola do devedor insolvente, que é perdoado e não perdoa, ou a contida na petição do Pai-nosso: “Perdoa as nossas ofensas… O que condena o irmão autoexclui-se do perdão de Deus e cai sob a jurisdição da lei, que não deixará de o acusar e condenar como imperfeito que é.

3ª - Todos somos imperfeitos, tanto e mais que os outros, ainda que, julgando-os com superioridade, os desprezemos. Tal atitude, desprovida de amor, provém da nossa própria cegueira, que nos impede de ver os nossos defeitos. Manter conscientemente tal postura é hipocrisia astuta, cujo modelo no Evangelho são os escribas e os fariseus.

É muito velho o costume de criticar os outros; assim pensamos justificar-nos a nós como melhores. Mas a experiência demonstra que os mais críticos, os que julgam ser perfeitos, saber tudo e ter a melhor solução para qualquer problema, costumam ser os que menos fazem e levam aos outros.

Um olhar ao espelho, uma vista de olhos à nossa pequenez e insignificância, à nossa “trave” no olho, minimizará, sem dúvida, as falhas do outros e far-nos-á mais tolerantes e acolhedores, pensando que os outros também têm que suportar-nos a nós. Conhecer as nossas próprias limitações, admiti-las e aleitá-las ensinar-nos-á a saber estar e viver com os outros. Assim caminharemos em verdade e simplicidade em ânimo de companheirismo, tolerância e compreensão para com os outros sem os condenar.

Se Deus é otimista a respeito do homem e o ama apesar de tudo, o discípulo de Cristo há de fazer o mesmo em relação aos seus irmãos. Este é um caminho mais seguro para a realização e a felicidade pessoal do que o engano da presunção.

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

CORPO DE CRISTO

Nesta quinta-feira,3 a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.


A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.

"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).

Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.

A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.

Fonte: www.cancaonova.com

GRATUIDADE NO SERVIR

Nenhum trabalho é pesado demais quando tudo se faz por amor a Deus. Quando murmuramos tudo o que fazemos é em vão, não tem valor”.

Essa frase veio ao meu coração por esses dias, foi Deus falando forte dentro de mim. Desde então venho refletindo sobre a gratuidade no serviço.

Quando somos chamados ao serviço de Deus, a única coisa que Ele espera de nós é o amor, é a gratuidade no servir. E nós somos livres pra isso!

Muitas vezes nos enchemos de trabalho, queremos dar o máximo, mostrar serviço, que somos os “homens e mulheres maravilha”, gastamos todas as nossas energias e em meio a tudo o que fazemos, acabamos murmurando e colocando tudo a perder.

Na Carta aos filipenses, São Paulo nos diz:

“Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas, a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo, a ostentar a palavra da vida. Dessa forma, no dia de Cristo, sentirei alegria em não ter corrido em vão, em não ter trabalhado em vão”. (Fil 2, 14-16)

“Não ter corrido em vão, não ter trabalhado em Vão”. Servir a Deus implica ser os seus braços e as suas mãos estendidos para comunicar o seu amor. E no amor seremos mais que servos, seremos amigos do Senhor.

Monsenhor Jonas nos diz que “devemos investir tudo num único objetivo de ganhar almas pra Deus. Dai-me almas e ficai com o resto”. A murmuração é como uma erva daninha entre a plantação.

Precisamos ser, a cada dia, alimentados pelo louvor. Quando louvamos, oferecemos a Deus o nosso trabalho, o nosso cansaço e até mesmo a nossa irritação, quando vivemos uma situação desagradável. No Senhor tudo se faz novo. somos refeitos pelo amor que doamos e que recebemos.

Colheremos no céu, os frutos do sangue, do suor e das lágrimas derramadas por causa da salvação das almas e do Reino de Deus.

“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

(Madre Teresa de Calcutá)

Patricia Coelho Costa
Missionária da Comunidade Canção Nova

A MISERICÓRDIA DIVINA

Essência da devoção à Misericórdia Divina


Santa Faustina Kowalska morreu aos 33 anos na Cracóvia em 5 de outubro de 1938. Pertencia à Congregação das irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, em cujo seio levou uma vida de simplicidade, por sua vez que se desenvolvia uma experiência mística de consagração à Divina Misericórdia, um itinerário tecido de visões, revelações, estigmas escondidos, tudo isso recolhido em um diário que começou a escrever em 1934 por sugestão de seu diretor espiritual.

O centro da vida da religiosa foi o anúncio da misericórdia de Deus com cada ser humano. Seu legado espiritual à Igreja é a devoção à Divina Missericórdia, inspirada por uma visão na qual Jesus mesmo lhe pedia que se pintasse uma imagem sua com a invocação Jesus, eu confio em vós», que ela encarregou a um pintor em 1935.

Da confiança em Jesus devem partir todas as formas de devoção à Misericórdia, segundo as revelações à religiosa, sejam estas a veneração da imagem da Misericórdia Divina, ou a reza do rosário da Misericórdia Divina, a hora da grande Misericórdia – as três da tarde, momento da morte de Jesus na cruz – ou a recepção dos Sacramentos na Festa da Misericórdia.

A devoção que foi revelada a Santa Faustina urge ao indivíduo atuar com espírito misericordioso para com o próximo diariamente, com orações, palavras e obras

No diário de Irmã Faustina que ela titulou A Misericórdia Divina em minha alma» se lê pelo menos em catorze ocasiões que Nosso Senhor pedia a instituição de uma Festa da Misericórdia»: Esta Festa surge de Minha piedade mais entranhável recolhe o texto. Desejo que se celebre com grande solenidade o primeiro domingo depois da Páscoa de Ressurreição... Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas e especialmente para os pobres pecadores».

Jesus pediu que Irmã Faustina se preparasse para a celebração da Festa da Misericórdia com uma novena que devia começar na sexta-feira Santa: Desejo que durante estes nove dias encomende almas a fonte da Minha misericórdia, a fim de que por ela adquiram fortaleza e consolo nas penalidades, e aquela graça que de necessitam para sair adiante, especialmente na hora da morte.

Fonte: www.comshalom.org

IDE E PREGAI

Todas as aparições de Jesus ressuscitado terminam com uma missão apostólica. À Madalena, diz o Senhor: "Não me retenhas... mas vai ter com meus irmãos e dize-lhes que vou para meu Pai e vosso Pai" (Jo 20,17); às outras mulheres: "Ide dizer aos meus irmãos que vão à Galiléia, e lá me verão" (Mt 28,10). Os discípulos de Emaús, embora não tenham recebido ordens deste gênero, apenas Jesus desaparece, sentem-se impelidos a retomar o caminho de Jerusalém para referir aos onze "o acontecido" (Lc 24,35). Segundo Marcos, que refere em síntese estas aparições, tais mensagens foram acolhidas com desconfiança: os discípulos "não queriam crer" (16,11.13). Também Lucas, acerca das informações das mulheres, diz que "suas palavras pareceram-lhes desvario e não lhes deram crédito" (ibidem,11).


É justamente a esta resistência em crer que Marcos se refere no seu pequeno relato da aparição de Jesus aos onze: "e repreendeu-os por sua incredulidade e dureza de coração, por não terem dado crédito aos que o viram ressuscitado" (16,14). É a mesma repreensão dirigida aos discípulos de Emaús: "Ó estultos e lentos de coração em crer!" (Lc 24,25). A repreensão do Senhor, justificada pelo fato de que Ele mesmo predissera várias vezes aos seus o que iria acontecer, é ulterior confirmação de que a fé na Ressurreição, professada pelos Apóstolos, não nasceu em momento de exaltação religiosa, mas se baseia em experiências pessoais, porquanto cada um deles pode dizer-se testemunha ocular.

Só depois de ter assegurado a firmeza de sua fé, Jesus dá aos discípulos a grande missão: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16,15). Agora que receberam do Ressuscitado todas as provas da realidade de sua ressurreição, devem ir anunciar o Evangelho a todos os homens. Com a ressurreição, de fato, "a boa nova" da salvação universal de Deus, por meio de Cristo, está enfim consumada e deve ser divulgada em todo o mundo, para que se torne história de cada homem.

"Ide e pregai". A missão implantada no coração dos Apóstolos pelo Senhor ressuscitado e fecundada pelo poder vivificador do Espírito Santo no dia de Pentecostes tornou-se decisão irrevogável de sacrificar a vida na pregação do Evangelho.

"Vendo a fraqueza de Pedro e de João" ao testemunharem a ressurreição de Jesus e ao atribuírem ao poder do ressuscitado a cura milagrosa do coxo, os chefes do povo e os sumo sacerdotes os proíbem "de falar ou ensinar em nome de Jesus". Mas os dois, com santa audácia, replicam: "não podemos calar o que vimos e ouvimos" (At 4,13-20). Como calar a verdade de que tinham sido testemunhas? Tinham-na ouvido dos lábios de Jesus, Filho de Deus, nos anos de convivência com Ele, viram-na confirmada por numerosos milagres e pela suprema prova: a ressurreição. Impossível negar pelo silêncio o que viram e suas mãos tocaram. Como Pedro e João, assim os outros Apóstolos iniciam a pregação que, em pouco tempo, se expandirá para além da Palestina, alcançando a Ásia Menor, a Grécia, a Itália e conquistando para Cristo homens de todas as culturas, classes, raças.

Do mistério pascal de Jesus nasce a Igreja, e nasce com força apostólica destinada a transformar o mundo. É o fermento de vida nova, vida divina que emana do Senhor ressuscitado e quer penetrar toda a massa da sociedade humana para transformá-la em sociedade cristã, viva da própria vida de Cristo. Cada fiel está empenhado nesta empresa, é dever proveniente do batismo, do dom da fé recebido gratuitamente de Deus e que não pode reduzir-se a privilégio pessoal, mas ser compartilhado com os irmãos. O fiel cristão propagará a fé e pregará o Evangelho na medida em que levar em si, em todos os momentos da vida, os sinais de Cristo ressuscitado! Todos os que o encontram e tratam com ele deveriam poder dizer: "Vi o Senhor!" (Jo 20,18).
FONTE: Formações Shalom

ADVENTO=> VEM SENHOR JESUS!!!

Meditando a chegada de Cristo, devemos buscar o arrependimento dos nossos pecados e preparar o nosso coração


O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento; um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Este foi o maior acontecimento da História: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. Esse acontecimento precisa ser preparado e celebrado a cada ano. Nessas quatro semanas de preparação, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e que vem no final dos tempos.

Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim na História humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.

Nas duas últimas semanas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nós nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os Profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes: nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi; seu Reino não terá fim... Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

Para nos ajudar nesta preparação usa-se a Coroa do Advento, composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela e à medida que vão passando os domingos, vamos acendendo as outras velas, até chegar o 4º Domingo, quando todas devem estar acesas. As velas acesas simbolizam nossa fé, nossa alegria. Elas são acesas em honra do Deus que vem a nós. Deus, a grande Luz, "a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo", está para chegar, então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e também queremos ser, como Ele, Luz.

No lº Domingo, há o perdão oferecido a Adão e Eva. Eles morreram na terra, mas viverão em Deus por Jesus Cristo. Sendo Deus, Jesus fez-se filho de Adão para salvar o seu pai terreno. Meditando a chegada de Cristo, que veio no Natal e que vai voltar no final da História, devemos buscar o arrependimento dos nossos pecados e preparar o nosso coração para o encontro com o Senhor. Para isso, nada melhor que uma boa Confissão, bem feita.

Até quando adiaremos a nossa profunda e sincera conversão para Deus?

No 2º Domingo, meditamos a fé dos Patriarcas. Eles acreditaram no dom da terra prometida. Pela fé, superaram todos os obstáculos e tomaram posse das Promessas de Deus. É uma oportunidade de meditarmos em nossa fé; nossa opção religiosa por Jesus Cristo; nosso amor e compromisso com a Santa Igreja Católica – instituída por Ele para levar a salvação a todos os homens de todos os tempos. Qual tem sido o meu papel e o meu lugar na Igreja? Tenho sido o missionário que Jesus espera de todo batizado para salvar o mundo?

No 3º Domingo, meditamos a alegria do rei Davi. Ele celebrou a aliança e sua perpetuidade. Davi é o rei imagem de Jesus, unificou o povo judeu sob seu reinado, como Cristo unificará o mundo todo sob seu comando. Cristo é Rei e veio para reinar; mas o seu Reino não é deste mundo; não se confunde com o “Reino do homem”; seu Reino começa neste mundo, mas se perpetua na eternidade, para onde devemos ter os olhos fixos, sem tirar os pés da terra.

No 4º Domingo, contemplamos o ensinamento dos Profetas: Eles anunciaram um Reino de paz e de justiça com a vinda do Messias. O Profeta Isaías apresenta o Senhor como o Deus Forte, o Conselheiro Admirável, o Príncipe da Paz. No seu Reino acabarão a guerra e o sofrimento; o boi comerá palha ao lado do leão; a criança de peito poderá colocar a mão na toca da serpente sem mal algum. É o Reino de Deus que o Menino nascido em Belém vem trazer: Reino de Paz, Verdade, Justiça, Liberdade, Amor e Santidade.

A Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. Ela é da cor verde, que simboliza a esperança e a vida, enfeitada com uma fita vermelha, simbolizando o amor de Deus que nos envolve e também a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

O Tempo do Advento deve ser uma boa preparação para o Natal, deve ser marcado pela conversão de vida – algo fundamental para todo cristão. É um processo de vital importância no relacionamento do homem com Deus. O grande inimigo é a soberba, pois quem se julga justo e mais sábio do que Deus nunca se converterá. Quem se acha sem pecado, não é capaz de perdoar ao próximo, nem pede perdão a Deus.

Deus – ensinam os Profetas – não quer a morte do pecador, mas que este se converta e viva. Jesus quer o mesmo: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Por isso Ele chamou os pecadores à conversão: “Convertei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus” (Mt 4,17); “convertei-vos e crede no Evangelho” ( Mc 1,15).

Natal do Senhor, este é o tempo favorável; este é o dia da salvação!

Prof. Felipe Aquino - retirado do site da canção nova